sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A parva da Isabel

Isabel Stilwell, escritora, jornalista e agora saco de pancada de toda uma geração. Isto porque a senhora, julgando-se com moral para falar, chamou parva a essa mesma geração, no passado dia 17 no seu editorial do jornal Destak, do qual é directora.

O Editorial pode ler-se aqui

Tudo isto vem a propósito da manifestação que se irá realizar no dia 12 de Março, em vários pontos do país, mas principalmente em Lisboa e Porto (na Avenida da Liberdade e Praça da Batalha respectivamente) e pelo facto do hino desta mesma manifestção ser a canção Parva que Sou dos Deolinda.



Ora a senhora, falando do alto do seu "misero" cargo e posição social, criticou os motivos da manifestação, chegando ao cumulo de apresentar valores de colocação e remuneração de novos licenciados que não se aplicam no mundo real, pelo menos no nosso país.
Não digo que Isabel Stilwell não tenha razão em alguns pontos, mas no seu todo este editorial é uma vergonha para qualquer verdadeiro jornalista do Destak, que conta na sua redacção com 3 estagiários, que quase de certeza não se revêem nas palavras desta senhora.
Isabel Stilwell cometeu o erro crasso de generalizar toda uma geração e comparar assuntos que não são comparáveis, pois uma coisa é a situação vivida pelos nossos país e avós durante o Estado Novo e outra é a situação do emprego no Portugal actual.

A demonstração de "agrado" por parte dos leitores não se fez esperar. Desde a colocação on-line da linda verborreia mental da senhora, já se fizeram mais de 1300 comentários (o numero continua a crescer a cada refresh da página) e pelo menos 3 grupos no facebook, tudo isto nada favorável à senhora que tem nítidas ligações familiares com os donos do jornal do qual é directora (basta irem até ao link da Ficha técnica do jornal destak e lerem nomes como: António Stilwell Zilhão).


Muito bem Isabelinha! Continua assim...

domingo, 5 de dezembro de 2010

A crise não é para todos (parte2)

Como um caso não são casos e como realmente nem tudo o que é conversa é total realidade, aqui está outra noticia, esta recente, do quanto a crise tem atingido os bolsos de algumas "personas" nacionais.

A famosa marca de automóveis Porsche, conhecida pelos seu carros desportivos de alta cilindrada e e grande numero de cavalos, para não valar do também já famoso preço de cada um dos modelos; apresenta este ano uma subida de 60% nas vendas no nosso país. Sim, esse mesmo! Portugal, o país em que aumentou o desemprego e a necessidade de assistência social e que se diz em crise económica.

Ora se a Porsche, onde actualmente o modelo mais barato ultrapassa os 65000€, tem um crescimento de mercado destes em Portugal, bem que podemos respirar de alivio, o FMI afinal não vai "atacar" porque o que não falta é dinheirinho!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A crise não é para todos (parte1)

Crise, FMI e divida soberana têm sido algumas das palavras que têm dominado os telejornais, jornais, imprensa escrita, falada e visualizada em geral.
É o desemprego a 11%, os juros da dívida a 7%, o numero de famílias a pedir ajuda a entidades de ajuda social a aumentar, mas mais uma vez a crise não é para todos. Não, eu sei que isso não é novidade nenhuma.
Mas é sempre bom saber que o nosso Sócrates, que diz receber "apenas" 5000€, é cliente da loja mais cara do mundo - A House of Bijan, em Beverly Hills - onde um par de meias custa fácilmente 50 dólares e um fato completo custa a bela quantia de 50 mil dólares (37 mil euros).
É a Crise anda aí, realmente é preciso apertar o cinto, mas será que isso serve de alguma coisa quando o cinto custou mais que um mês de compras no supermercado?

















Once again, shame on you Sócrates!

domingo, 7 de novembro de 2010

Chinêses - Vitimas de lavagem cerebral ou idiotas chapados?

Como tem sido referido, desde ontem, em todos os jornais dos "quatro canais", Portugal sofreu a visita do presidente da República Democrática - mas pouco - da China. Ora, para meu espanto, aquando da reportagem da SIC - penso eu - sobre o assunto, assisto ao seguinte discurso entre a repórter e um grupo de chineses que se tinha reunido junto do Mosteiro dos Jerónimos, para dar as boas-vindas ao seu presidente:


- É importante referir, para todos aqueles que não souberem já, que o Nobel da Paz de 2010 é o chinês  Liu Xiaobo, que se encontra preso pelo regime. Motivo da prisão: actividades subversivas, ou seja, participar em manifestações em defesa dos direitos humanos na China. -

Repórter: Sabe quem é Liu Xiaobo?
Senhora Chinesa N.:1: (após loga pausa de reflecção) Não...
Repórter: Sabe quem é Liu Xiaobo?
Senhora Chinesa N.:2: Não, não sei.
Senhora Chinesa N.:1: (interrompendo a mesma questão a um terceiro chinês) Isso é um questão interna da China e acho que este é o melhor Presidente que a China podia ter.

....
Algo me escapou aqui, pensei eu.

Se alguém está preso por lutar pelos direitos humanos num país onde é soberano um regime, que se diz democrático, isso não será um sinal de que os governantes são assim tão bons. Não só isso, há uma clara deturpação do que é certo e errado na consciência social dos chineses quando alguém diz isto.

Defender um Estado em que os direitos humanos e a exposição dos atentados contra o mesmo são punidos com prisão, é defender que devemos ser usados como animais, pelas instâncias e indivíduos que se mostram mais poderosos que o "simples" Povo, seja ele a nível politico ou económico

Desde à muito que não gosto, alias, repele-me a imagem actual da China. Para mim, trata-se de um mundo cão onde se come ou se é comido. Pelos visto, não só é assim, como também quem é comido gosta ou não vê que o está a ser.